Wacky Races (NES)

quarta-feira, 7 de agosto de 2013 Postado por P.A.


Gênero: Plataforma


Fabricante: Atlus


Lançamento: 1992


Jogadores: 1 player





Existem jogos que nos marcam por nos remeterem à um sentimento muito bom chamado nostalgia. Aquelas imagens na nossa cabeça de quando éramos pirralhos e jogávamos videogame por horas e nossa única preocupação era que ninguém chutasse o fio do controle na última fase... Tempos árduos, nos tornando homens de verdade numa época onde o Merthiolate ainda ardia.
Porém às vezes essas memórias nos confundem e fazem com quem imaginemos coisas até demais, como achar que um jogo simples é muito foda. É o caso de Wacky Races e minha infância!
Pra quem acompanha o blog à algum tempo e viu meu Top 20 dos melhores jogos do Nintendinho, viu que Wacky Races esta lá. Claro que é exagero um jogo tão simples entrar num Top 20; mas o fator nostalgia falou mais alto e ele mereceu um lugar no meu Top. E aliás, meu Top 20 do NES foi feito mais com a emoção do que com a razão; pois há vários jogos que me remetem aos meus tempos de criança e tinham que entrar no meu ranking. Mas tirando o fator nostalgia, vamos analisá-lo corretamente e com mais calma...

Primeiro de tudo, vale observar que Wakcy RACES não é um jogo de corrida.
No jogo controlamos Muttley num típico jogo de plataforma - começando da esquerda e acabando na direita - e Dick Vigarista pede a Muttley que o ajude coletando peças pra consertar seu carro, ajuda pra pegar o famoso pombo e até ajudando a salvá-lo. Curioso notar que em momento algum Muttley coleta peças e nem o pombo aparece... A história é só uma desculpa esfarrapada pra você ir passando pelas fases. E apesar de não ser um jogo de corrida, os personagens da Corrida Maluca estão presentes. Eles são os chefes de cada fase.
O jogo possui três mundos (A: fácil - B: normal - C: difícil) contendo três fases em cada um, exceto no terceiro mundo que possui quatro fases e cada fase possui três sub-fases, totalizando 30 fases. Como dito anteriormente, cada fase possui um chefe que é um dos personagens da corrida maluca.

Coelho noiado no pogoboll do Gugu!
Os gráfico são bem simples e deixam a desejar. Os cenários são pobres demais e carecem de detalhes; faltou muito capricho por parte dos produtores. Sem falar que mudam de uma hora pra outra... Primeiro você está andando por uma fase no gelo e na próxima está pulando nas nuvens... Sem nexo algum! Em contrapartida, os sprites dos personagens são bem feitos e você consegue identificar tranquilamente os personagens do desenho. Tanto Muttley como os corredores são de um tamanho bom e bem detalhados... Os inimigos também são bem feitos, mas são bizarrices de todos os tipos. Coelhos noiados, macacos raivosos, caramujos gigantes, peças de xadrez e por aí vai...

Assim como os gráficos, as músicas também deixam a desejar. Parece que só tem umas três músicas ao todo - uma pra níveis abertos como florestas, outra pra níveis fechados como cavernas ou castelos e outra pros chefes - e são bem fraquinhas. Os efeitos sonoros são regulares. Nada foram do normal, mas estão na média.

Como em todo jogo de plataforma, nosso personagem pula com um botão e ataca com o outro. Muttley começa com um ataque normal (mordida) e pode ser rapidamente aperfeiçoado coletando ossos espalhados pelas fases. Ele pode jogar bombas ou uma mordida mais forte; eu passei o jogo todo com as bombas, pois é muito mais prático. Além disso, os ossos servem pra adquirir a habilidade de planar no ar e de aumentar seus corações iniciais (apenas três) para seis no máximo. Os ossos servem também pra recuperar energia caso tenho apanhado e perdido algum coração. Tudo fica numa barra na parte de baixo da tela e é perdido quando você morre... Mas é fácil demais conseguir tudo de novo, pois existem trocentos ossos espalhados pelas fases. E como dá pra recuperar a vida sempre, o jogo se torna fácil. Se sentir dificuldade nas lutas contra os chefes, basta deixar o osso na opção do coração e usar quando for necessário.
Apesar das 30 fases, todas são bem curtas e mesmo no último mundo, é fácil demais. Dá pra terminar o jogo em poucas horas sem maiores problemas...


NOTA FINAL: 6,0
TIRANDO O FATOR NOSTALGIA O QUE RESTOU DE BOM? POUCA COISA... 
DE FATO ESSE É SÓ MAIS UM JOGO DE PLATAFORMA COMUM E ATÉ DIVERTIDO; MAS QUE FICOU DEVENDO EM VÁRIOS ASPECTOS!  
Plataforma:


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