Action 52 (NES)

segunda-feira, 30 de julho de 2012 Postado por Tristan.ccm


Gênero: Coletânea


Fabricante: FarSight Studios / Active Enterprises


Lançamento: 1991


Jogadores: 1 a 2 players versus / cooperativo






Quase sempre gamers com pouca grana recorriam a cartuchos múltiplos, pois apesar deles serem na maioria das vezes um pouco mais caros que os cartuchos normais o fato de eles virem com vários jogos os tornava vantajosos. Eles existem desde a época do Atari: quem não lembra dos famosos cartuchos da Dactar de 4 jogos, que vinham com chaves para selecionar na frente? Até mesmo hoje, com o advento da mídia digital e dos jogos via download, é possível encontrar títulos múltiplos como o famoso Sega Classics Collection do PS2, que reunia 8 clássicos da casa do Sonic num único disco.

Pois bem, o NES não ficava de fora dessa econômica mania, até hoje é possível encontrar nos Polystations da vida cartuchos com vários jogos, porém às vezes a tal economia não vale a pena: os cartuchos do já citado Polystation prometem milhares de jogos, mas o que se vê é no máximo seis jogos e o resto não passa de repetições. Mesmo assim eu digo a vocês: entre um cartucho de Polystation com 9999999 jogos iguaizinhos e este com 52 jogos totalmente diferentes (ou quase isso), faça um favor a si mesmo e compre o do Polystation!

No seu lançamento, Action 52 custava extratosféricos 199 dólares, mas a economia vinha do fato do cartucho ter 52 jogos, o que fazia cada um custar menos de 4 dólares. O problema era que, ao contrário dos "multi-carts" da época, o cartucho transparente (que esquentava mais que o PS3) trazia 52 títulos totalmente desconhecidos. Ao colocar a pérola no console e ligar, somos recebidos por uma abertura até que legal, com um sample da famosa música "Go On Girl", de Roxanne Shante (um grande sucesso em 1988). Após a introdução, temos um menu onde escolhemos o jogo pelo nome, típico dos multicarts. E é aí que a diversão acaba, pois é um pior que o outro!

Jogabilidade travada. Glitches gráficos. Trilha sonora porca. Falta de carisma. Tais coisas permeiam cada um dos títulos de Action 52. Chega a dar a impressão de que os jogos foram feitos às pressas por um estagiário que não sabia muito de programação, tamanha a falta de qualidade dos mesmos. Isso sem contar que os títulos são bem repetitivos, como se o tal estagiário tivesse apenas reaproveitado um jogo várias vezes, mudando apenas um sprite aqui e ali.

A cereja desse indigesto bolo é Cheetahmen, o último jogo da lista e carro-chefe do cartucho (tanto que é o "belo" homem-felino do game que nos recebe na tela-título). Basicamente o jogo é uma cópia muito da safada de Battletoads, com uma história que não faz sentido nenhum: o grande mestre dos games é sugado para dentro de um jogo, onde conhece os Cheetahmen, que imediatamente partem pra ação deixando o gamer esquecido pelo resto da eternidade (ele não aparece mais pelo resto do jogo). O jogo é o mais bem feito de Action 52, embora isso não garanta que o jogo seja bom, pois ele acaba sofrendo do mesmo mal que os outros 51 jogos: a falta de capricho. Seu homem-gato se move de forma dura e é quase impossível se desviar dos inimigos e pular obstáculos.

Sendo assim, não era de se esperar que Action 52 fosse um fracasso. Ele é cohecido como um dos piores cartuchos já lançados, e estranhamente isso o torna valioso hoje em dia (vi no eBay um cara pedindo 300 dólares por um desses). Porém, se você não é um colecionador com bolso cheio e doido por raridades, faça com esse cartucho o que os Cheetahmen fizeram com o tal mestre dos games: saia correndo e esqueça-o pelo resto de sua vida gamer


NOTA FINAL: 0,0
ACTION 52 É A PROVA DE QUE QUANTIDADE NÃO COMBINA COM QUALIDADE. NUNCA 4 DÓLARES VALERAM TÃO POUCO.
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