[Games em Foco] Jogando sem joystick!

terça-feira, 1 de maio de 2012 Postado por Tristan.ccm

Eu estava preparando um review, mas neste fim de semana aconteceram umas coisinhas que me fizeram escrever este Games em Foco. Como já contei no primeiro VideoMuseum (nosso videocast não morreu, gente, em breve ele volta!), meu Dingoo morreu, e eu o substituí por um tablet com sistema Android. E tá na cara que a primeira coisa que instalei nele foram emuladores.

Pois bem: nesse fim de semana eu e minha esposa viajamos, e no caminho eu fiquei jogando Final Fantasy VI no emulador de GBA dele. Pra minha grata surpresa, eu não conseguia usar a habilidade Blitz do Sabin: o touchscreen não reconhece as diagonais, logo não dá pra usar as sequências que exigem isso. Pra um cara que adora dizer "hadouken!" enquanto usa o Aurabolt do Sabin, isso é falha grave!

Na hora me lembrei que li uma vez um comentário aqui no blog, de um cara que falou que o Wiimote já estava ultrapassado, graças ao "Projeto Natal" da Microsoft, que prometia fazer do próprio jogador um joystick. Cheguei a ver gente falando que o joystick estava com os dias contados. Nesse post, vou mostrar a vocês como esses substitutos ainda estão longe de substituir um bom birecional com botões.


- Touchscreen



Cuidado, senão o Hadouken pega no seu dedo!


Primeiramente, vamos ao já citado touchscreen: telas de toque são a última moda no que se refere a gadgets multimídia, como o tablet que comprei. O problema é que, em alguns casos, o touch só reconhece um toque por vez, e nos games que exigem dois toques ao mesmo tempo (como as sub-weapons de Castlevania, por exemplo) isso torna impossível jogar. Pior ainda é quando o jogo reconhece os toques errado: morri diversas vezes soltando magia em um aliado, pois o touch reconhecia direita no lugar de A, e quando eu ia arrumar ele reconhecia A no lugar de esquerda. Não era toda hora que isso acontecia, mas era irritante.

E o problema não está restrito aos pobres que compram tablets xing-ling, pois escuto reclamações nesse sentido até de quem joga games de iPhone. Mas quem mais faz propaganda negativa do touch deve ser a Rede Globo: se você é de São Paulo, acompanhe o jornal local do meio-dia (SPTV 1ª edição) que quase todo dia você poderá ver a moça do tempo apanhando do touchscreen na hora de mostrar gráficos. Se até uma emissora rica como essa tem problemas com as telas de toque, imagine nós, pobres mortais!


- Kinect



Promoção: jogue um jogo e ganhe uma dor pelo resto do dia inteiramente grátis!


Esse é o resultado do já citado Projeto Natal: uma câmera que capta os movimentos do jogador e os envia para o jogo. Tomei contato com o sistema no litoral, mais precisamente no Extra do Litoral Plaza Shopping, onde um XBox com Kinect estava disponível para teste. O jogo era Dance Central 2 (a música foi essa mesma do vídeo), e decidi testar. Primeira enxaqueca: levei quase dez minutos só pra começar a jogar, pois o menu não funciona direito: é preciso mover a mão direita pra cima e pra baixo pra escolher o ítem e pra esquerda pra selecioná-lo, mas ao mover a mão pra esquerda, ele simplesmente ignorava! A segunda enxaqueca é a jogabilidade em si: um boneco na tela se movia, e minha missão era companhá-lo. Não tenho um físico de dançarino, logo eu mal conseguia reproduzir os movimentos. Pulei e rodei os braços por uns três minutos, e no final ganhei apenas um elogio da mina que eu seguia na tela e uma dor na perna que me acompanhou pelo resto do dia!

O interessante disso tudo: quando acabou a música, minha esposa estava rindo à toa! Ela nunca gostou de me ver jogando (e fez um bico tremendo quando cheguei perto do XBox), mas daquele jogo ela gostou e só não dançou também pois não tem a mesma cara-de-pau do marido (outro defeito: jogar via Kinect é um mico!). E isso me fez ver o objetivo do Kinect: ele foi feito para os NÃO-GAMERS! Apesar da menina na tela ter me dito que eu estava aprovado eu não o aprovo, pois por mais que o sistema corrija as imperfeições do jogador (eu tirava "Bom" toda hora, mesmo parecendo um hipopótamo dançando), pra mim lugar de dançar é na balada, não na frente da tevê!


- Wiimote e PS Move



Apontar e mirar. Simples assim!


Um dos poucos controles alternativos que eu gostei, apesar de só ter jogado uma vez. Joguei o boliche do Wii Sports nele, e foi exatamente como jogar boliche na vida real: controle pra frente, solte o botão e ver a bola indo virtualmente.

Porém, o menu aqui era fácil por um motivo simples, o Wiimote é um JOYSTICK, e tem o que faltou pra mim no touch e no Kinect: os bons e velhos botões! E o mesmo posso dizer do PS Move: joguei Time Crisis 4 com ele, e a sensação é a mesma de jogar House of the Dead no arcade: mirar na tela e atirar, e puxando um gatilho real! Minha única ressalva é o fato do Move exigir uma câmera para funcionar, enquanto o Wiimote é um fim em si mesmo.

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Com isso, o que posso dizer é que, apesar de ter concorrentes, o joystick nunca vai morrer, pelo menos enquanto as telas de toque não melhorarem e as câmeras continuarem a confundir. Eu posso estar me tornando um velho ranzinza, mas por enquanto não tem sensor de movimento ou tela resistiva que me faça trocar meu bom e velho direcional. Concorda? Discorda? É só comentar! Abraços e até o próximo post!
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